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segunda-feira, 25 de março de 2013

Diretora de escola no Rio diz ter sido agredida por aluno de 15 anos


Diretora de escola no Rio diz ter sido 



agredida por aluno de 15 anos


Segundo diretora-adjunta, "a violência não é comum na escola".
Estudante foi transferido para outro colégio, diz secretaria.

Isabela MarinhoDo G1 Rio
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Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)
A diretora da Escola Municipal João Kopke, Leila Soares, em Piedade, no Subúrbio do Rio, afirma ter sido espancada quinta-feira (21) por um aluno de 15 anos. Segundo informou nesta segunda-feira (25) a diretora-adjunta da escola, Ana Paula, Leila sofreu lesões no rosto, ficou com a face muito machucada e está de licença. Ainda de acordo com Ana Paula, o caso foi "pontual" e "a violência não é comum na escola".
A mãe de uma aluna de 13 anos, identificada apenas como Aline, contou aoG1 nesta segunda que desde que a diretora Leila chegou à escola, ela tenta "melhorar o ambiente". Os alunos da escola fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda.
De acordo com Aline, antes de o aluno agredir a diretora, uma briga entre dois jovens, na semana retrasada, movimentou a escola. "Minha filha me contou que um aluno jogou pedra em outro, que revidou", disse. A mãe ressaltou ainda que o consumo de drogas no entorno da escola é comum.
Jennifer foi aluna da escola há cinco anos e seu irmão estuda na instituição atualmente. Segundo ela, naquela época, já havia presenciado a tentativa de agressão de um aluno à mesma diretora.
"Acho que é porque ela quase não fica na escola. É difícil encontrá-la aqui. E quando chega quer botar moral e não consegue", afirmou a ex-aluna. De acordo com Jeniffer, o irmão dela costuma comentar que "a pancadaria" na escola é frequente.
Uma professora da escola, que não quis ser identificada, contudo, disse que a diretora subiu para ver o que estava acontecendo no corredor. Segundo ela, o aluno estava dando uma gravata "de brincadeira" em um colega. O rapaz deu um empurrão e xingou a professora, que disse que chamaria o responsável do aluno. Foi quando ele deu um soco na diretora.
"Ela foi para a sala, ele a imobilizou, deu vários socos nela. Saiu muito sangue, enchemos uma  lixeira com papeis. Ela também machucou o ouvido", contou a professora. A diretora foi encaminhada para o Hospital Salgado Filho. A história foi publicada pelo jornal "O Dia" nesta segunda.
Medo
A professora disse ainda que os professores estão com medo, porque o aluno fez ameaças de que caso fosse expulso, voltaria para matar todo mundo.
Segundo a professora, a afirmação da ex-aluna de que Leila é omissa é uma inverdade e que "ela é muito dedicada" e fica na escola além do horário.
A mãe de uma outra aluna, que não quis se identificar, chegou na porta da escola por volta de 11h20, preocupada.
"Recebi a ligação de uma amiga me dizendo que o aluno que agrediu a diretora é morador do Morro do Urubu e que os traficantes viriam à escola pegar a diretora. Não sei o quanto disso é verdade, mas fiquei com medo e vim aqui ver. Fiquei tranquila quando vi que as portas da escola estão trancadas e que as coisas estão calmas", contou.
Segundo nota da Polícia Civil, a vítima procurou a delegacia informando ter sido agredida por um aluno de 15 anos. O menor foi ouvido e a vítima encaminhada para exame de corpo de delito. De acordo com a delegada Cristiane Carvalho, da 24ª DP (Piedade), a vítima compareceu à delegacia sem apresentar lesões externas, contudo, foi encaminhada ao IML para averiguar lesões internas, no ouvido.
Ainda segundo a polícia, na delegacia, o aluno contou que agrediu Leila após a diretora do colégio o repreender por ele não voltar à sala após o intervalo de aula.
A Secretaria Municipal de Educação esclareceu, em nota, que não admite este tipo de conduta nas escolas da Prefeitura do Rio e já aplicou o Regimento Escolar Básico do Ensino Fundamental ao caso, com a transferência do aluno para uma outra unidade.
"É triste e lamentável. Não admitimos qualquer tipo de violência nas nossas escolas", declarou a secretária de Educação, Claudia Costin.
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi enviado a Vara da Infância e Juventude e foi registrado na 24º DP (Piedade).

Leiam as reportagens sobre nossa Educação

Olá Galera
 Vamos ler as reportagens abaixo, teremos muito o que discutir em nossa sala. Vejam como a situação da educação esta em nosso Pais.

Professora apanha de mãe de aluno
após garoto ter sido suspenso na escola

Boletim de ocorrência foi registrado; educadora dá aulas há 21 anos na zona sul de SP
Do R7
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Uma professora de 58 anos foi agredida em uma escola de São Paulo pela mãe de um aluno, após ele ter sido suspenso por mau comportamento.
A docente, que trabalha há 21 anos dando aulas, está com o olho roxo, dor de cabeça e as mãos arranhadas. A agressão ocorreu depois que a professora enviou o estudante para a diretoria, por atrapalhar a aula.
Uma vez suspenso, o aluno teria dito para a mãe que apanhou da educadora.
- Acredito que foi a defesa que o estudante tomou por ter levado uma suspensão. Ele se defendeu de uma mãe extremamente agressiva alegando que eu o tinha agredido, jogado na parede.
A professora registrou boletim de ocorrência. A mãe alega que o filho foi agredido, e que ela teria dado apenas um soco na docente.

 CRIANÇA PEDE ÁGUA. APANHA, A DIRETORA NÃO ESTARIA CERTA ?

Nada mais natural que a diretora da escola dar um bofetão na criança que estava com sede e queria tomar uns goles do copo que estava cheinho de água na sua frente.
Para a lógica da diretora, era para comer primeiro, para a lógica da criança era para matar a sede primeiro. Como a diretora era mais forte, jogou fora a água do copo e deu porrada no lugar de água.
Esse é o princípio da nossa justiça também. A lei é o direito do mais forte. Na dúvida contra o réu, se ele for pobre, claro.
Natural também que essa mesma diretora obrigasse as crianças a engolir o próprio vômoito para não sujar a escola.
Temos essa hipocrisia, dois pesos e duas medidas em relação a educação.
Até os pais menos conservadores e mais jovens acham que a lei contra a palmada é  uma maneira de impedir os pais de educarem seus filhos.
Uma lei que foi criada para não pegar, é lógico. Se podemos dar uma palmada em crianaç pequena, se não temos nem argumento e jeito para convence-la que não deve tomar certa atitude sem recorrer a força quando ela é pequenina, também não teremos quando ela tiver dez anos, daí a palmada vai ser substituida por umas cintadas. Na escola é comum as professoras orientarem as mães a endurecer com seus filhos. Vai a mensagem que é clara. Os pais atendem, afinal a professora sabe tudo, os pais não querem posar de pais relaxados ausentes e omissos. Então vai a surra, ou os castigos absurdos e medievais para mostrar que é severa e presente e contar com a aprovação da escola. Os pais que denunciam abusos são sempre chamados de encrenqueiros, suas famílias são tidas como desestruturadas.
Então, para condenar essa diretora, temos que parar para pensar, e não aprovar a violência de nenhum modo e nenhum grau, nem dentro da escola e nem fora dela,
Estamos vivendo o caos hipócrita e senil.
Apoiamos a polícia que mata na rua, e não raro vemos pessoas escrevendo que quem erra não tem os mesmos direitos dos seres humanos. Errou, deixou de  ser humano.
Vemos alarmados policiais morrendo mais do que o normal, e se é fácil dizer que foi morto por marginais em acerto de contas, então que se mate mais marginais, mais civis, para vingar as mortes dos policiais.
Temos que começar pela escola. Quem aprende apanhando vai necessáriamente ensinar batendo e resolvendo tudo na força, não concorda com seu filho ou seu aluno ? Bata nela, para que ele aprenda a ser um adulto infeliz e conformado.
Gente, vamos parar ?
Educação
 
› Intolerância
São José do Rio Preto, 4 de Outubro, 2012 - 1:48
Aluno apanha de 10 e fala em preconceito

Simone Machado

Pierre Duarte
Adolescente agredido por grupo de estudantes próximos à escola: ele diz que não vai deixar de ir às aulas por medo
Um adolescente de 14 anos procurou a polícia na noite de anteontem para denunciar agressões físicas e verbais sofridas na escola estadual Voluntários de 32, no Parque Industria, em Rio Preto. De acordo com o garoto, dez alunos o esperavam na calçada da escola e, quando ele saiu, foi agredido com socos e chutes, que atingiram braços, pernas e pescoço. Além de ofensas homofóbicas como “seu gay” e “Vera Verão”.

“Desde o começo do ano, eles me xingam. Anteontem, cansei e acabei xingando um deles de gay. Na hora que fui embora, um grupo de aproximadamente dez meninos começaram a me bater e xingar”, afirma o adolescente. Segundo o menor, as agressões só tiveram fim quando uma moradora vizinha à escola viu o tumulto e chamou os policiais.

“Duas amigas viram eles me batendo e tentaram me tirar da briga. Nisso, chegou a PM”, diz. O aluno foi levado para a diretoria, onde aguardou a chegada do pai. Posteriormente, foram até a Central de Flagrantes registrar boletim de ocorrência das agressões. Ainda segundo o menor, esta foi a segunda vez que ele foi agredido na escola.

“No ano passado, levei dois chutes de um outro garoto e acabei deixando quieto”, lembra. Segundo a mãe do adolescente, a dona de casa Roselene Santos Gomes, as agressões verbais e físicas aconteceram por preconceito. “Meu filho é muito educado e os outros não entendem esse jeito dele. É muito triste termos que passar por isso, mas não podemos mais ficar calados”, acrescenta.

O adolescente passou ontem à tarde por exame no Instituto Médico Legal (IML). Apesar do ocorrido, o estudante diz que não vai deixar de frequentar a escola.
“Não vou deixar de ir às aulas por causa de alguns alunos”, afirma. Questionada sobre as agressões sofridas pelo estudante, a Secretaria de Educação do Estado informou, em nota, que dois alunos que participaram do fato foram identificados.

“Tão logo tomou conhecimento do fato, a equipe gestora chamou os responsáveis pelos estudantes envolvidos na discussão para uma reunião a fim de esclarecer e ressaltar a importância do respeito mútuo, da resolução pacífica de conflitos e da necessidade de parceria da família para evitar episódios de violência e preconceito”, diz trecho da nota enviada. Nenhum dos aluno envolvidos na briga foi suspenso, segundo a escola.

ANÁLISE


A vítima tem de se impor diante do preconceito

O preconceito nada mais é do que atitudes contrárias a situações ou questões que não são aceitas pela nossa sociedade devido a nossa cultura. Isso está relacionado ao ser diferente. Essa não-aceitação leva algumas pessoas a terem atitudes extremistas, como foi o caso dessa agressão contra o adolescente.

Quem é vítima desse tipo de ação tem que se impor contra esse comportamento dizendo à quem pratica essa ação que não gostou da atitude e encará-la de frente. Mas normalmente não é isso que acontece. Essas pessoas se sentem inferior e é aí que o preconceituoso se impõe.

A família e um acompanhamento profissional são importantes na ajuda do enfrentamento dessa situação. Com esse apoio, a pessoa consegue passar de vítima a uma pessoa forte, que consegue encarar situações difíceis na vida. Mas, na contramão disso, se esse preconceito não for enfrentado pode gerar transtornos como fobia social e síndromes como a do pânico.

ANA CRISTINA PENTEADO LOPES, psicóloga” 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Porto Editora | Educação 2013: Obrigado, Professor

Isso poderia ser também uma realidade do Brasil.
 Quem sabe em breve!!!!

Onde chegamos na educação

Onde estamos!!!!!
                              Como cuidar da educação deste pais.
                              Onde chegamos!!!

12/03/2013 - 03h59
Professora é morta a facadas dentro de escola no interior de SP
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DE SÃO PAULO
A professora Simone Lima, 27, morreu após ser esfaqueada por um aluno dentro da Escola Estadual Joaquim Toledo Camargo, em Itirapina (212 km de São Paulo), por volta das 19h de segunda-feira (11).
Segundo a Polícia Militar, um aluno entrou na sala dos professores, esfaqueou a mulher e fugiu. Ela foi levada pelo Samu (Serviço Médico de Urgência) ao Hospital Municipal São José, onde morreu.
O suspeito do crime é um aluno da EJA (Educação de Jovens e Adultos), que está foragido.
A PM fez buscas na região, mas até o momento o suspeito ainda não foi preso.
Olá Galera.
                 Temos uma atividade para a aula de hoje.
                  Até agora só registrei um comentário. Solicito que participem das atividades para que nosso curso fique mais dinâmico. Ok.
Vejam esta reportagem do jornal de Brasilia


Reforma do ensino médio deve usar novas tecnologias, dizem escolas particulares

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil, em Brasília
Uma reforma no ensino médio deve levar em consideração os meios digitais, defende a presidenta da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), Amábile Pacios. Em audiência pública, na Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio, Amábile disse que a etapa do ensino médio precisa de "uma mudança muito radical para o qual o país, nem na escola pública e nem na particular, está preparado". A mudança envolve uma aprendizagem aberta, com integração de conteúdos, intermediada pela tecnologia.
A comissão especial foi criada em maio do ano passado com o objetivo de apresentar uma proposta de alteração da legislação atual até o final deste ano. Além das audiências, a comissão deve agendar seminários a nível estadual e nacional. Nesta terça-feira (12), foi discutido o ensino privado. O segmento representa 15% das matrículas em ensino médio no país, de acordo com dados da Fenep.
De acordo com Amábile, a preocupação não deve ser apenas a integração das disciplinas – discutido em 1996 para a elaboração dos PCNEM (Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio), já disponíveis para a adoção pelas escolas – mas uma maior integração com os conteúdos digitais. As tecnologias "mudam a função dos professores. O aluno está com o conhecimento nas mãos, sem barreiras. E na internet, as disciplinas são integradas".
Para a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM), a reestruturação dessa etapa do ensino está ligada à formação dos professores. "O retalhamento do currículo é algo presente na formação do professor. Nas universidades eles aprendem pouco do que vão aplicar em sala de aula. É possível constatar que muitas vezes os conteúdos que os alunos não sabem, não são dominados pelos professores".
Segundo o Censo da Educação Básica de 2011, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mais de 8,4 milhões estudantes estão no ensino médio público ou privado. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Aula dia 13 de Março

Olá Turma. Boa Noite.
 Depois de nossa discussão de hoje vejam a reportagem que saiu hoje sobre o ensino no Brasil.
 Vamos discutir na próxima aula.


Total que aprende o mínimo de matemática no ensino médio cai para 10%
Índice era 11% em 2009 e está no mesmo patamar há 12 anos. Considerada apenas a escola pública, resultado é ainda pior: só 5% aprendem
Cinthia Rodrigues - iG São Paulo | 06/03/2013 12:19:08
Guilherme Lara Campos/Fotoarena
Ensino médio fracassa há 12 anos
Ensino médio
Os índices do ensino médio, etapa da educação que tem os piores resultados no Brasil , pioraram. De cada 100 pessoas que estavam para se formar em 2011 apenas 10 obtiveram na Prova Brasil resultados equivalentes ao mínimo esperado em matemática. Dois anos antes, em 2009, esse total era de 11% . Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pela ONG Todos pela Educação, que estabeleceu cinco metas para o ensino brasileiro e acompanha a evolução de índices referentes a elas. 

Frequência: Brasil tem 3,6 milhões de crianças e adolescentes fora da escola em 2011
Resultado não melhora há 12 anos
Há 12 anos o ensino médio forma cerca de 90% dos alunos sem saber o básico de matemática. Em Língua Portuguesa, em que os resultados tinham uma trajetória um pouco mais animadora entre 2005 e 2009, houve uma estagnação em 2011. Ao todo, 29% tiveram resultados considerados minimamente satisfatórios (veja gráfico).
Porcentual que aprendeu ao final do Ensino Médio
Linha mostra total que sabe o mínimo desejado incluída escola pública e privada por ano de formação
Todos pela Educação
Estagnação após o 5º ano
Os dados referentes à evolução na aprendizagem dos alunos do 9º ano (antiga 8ª série) do ensino fundamental também são ruins e podem ser indicativos de que não há previsão de melhora no ensino médio se o percurso continuar como está. Pelo contrário, mesmo alunos que apresentaram saltos positivos nos índices quando estavam no fim do primeiro ciclo do ensino fundamental (5º ano) chegaram estagnados ao fim da etapa, especialmente em matemática.
Desde 2005 há saltos positivos consideráveis no ciclo 1 do fundamental. O total de alunos que aprendem o adequado saiu de 15% em matemática em 2003 para 36% em 2011 (passando por 19% em 2005, depois 24%, em 2007 e 32%, em 2009). Ou seja, o total dos que aprendem o mínimo nesta etapa mais do que dobrou.
No entanto, esses mesmos alunos não estão obtendo igual êxito quando chegam ao final do fundamental. Quem estava no 5º ano em 2007, no meio deste percurso positivo, deveria estar em 2011 no 9º ano, porém a melhora em matemática nesta etapa foi de apenas dois pontos percentuais desde 2003. Dos 24% que sabiam o adequado de matemática em 2007, só 17% chegaram sabendo o mínimo no final do fundamental em 2011. “Não basta avançar nos anos iniciais e imaginar que o aluno continuará, por inércia, tendo bons resultados nos anos finais”, conclui o relatório de Olho nas Metas, divulgado pelo Todos pela Educação.

As diretrizes ddos cursos de Psicologia

Olá galera.
 Hoje em nossa aula vamos discutir o texto das diretrizes do curso de psicologia. Vou anexar novamente par que possamos discutir hoje em aula.


Olá Galera!
            Sejam bem vindos a mais uma reflexão sobre a Psicologia da Educação
           Quero falar com vocês hoje, sobre o curso de Psicologia,a formação e as Habilidades e competências que vocês devem desenvolver ao longo da formação.
            Em 19 de fevereiro de 2004, o Conselho Federal de Psicologia e o Conselho Nacional de Educação aprovaram as diretrizes curriculares nacionais para o curso de Psicologia.
       Em primeiro lugar é necessário saber  que são as Diretrizes Curriculares. São orientações sobre os princípios, fundamentos, procedimentos e planeamento para a implantação de um curso de psicologia.  
             Quais os objetivos e metas de um curso de Psicologia e o que o curso deve assegurar aos seus alunos: 

1 ) Construção e desenvolvimento do conhecimento científico em Psicologia.

2)  Compreensão dos múltiplos referenciais que buscam apreender a amplitude do fenômeno psicológico em suas interfaces com os fenômenos biológicos e sociais.
3) Reconhecimento da diversidade de perspectivas necessárias para compreensão do ser humano e incentivo à interlocução com campos de conhecimento que permitam a apreensão da complexidade e multi determinação do fenômeno psicológico.
4) Compreensão crítica dos fenômenos sociais, econômicos, culturais e políticos do País, fundamentais ao exercício da cidadania e da profissão.
5) Atuação em diferentes contextos considerando as necessidades sociais, os direitos humanos, tendo em vista a promoção da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades.
6) Respeito à ética nas relações com clientes e usuários, com colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e informações na área da Psicologia.
7) Aprimoramento e capacitação contínuos.
O curso de Psicologia, deve dar a oportunidade ao aluno ter conhecimentos para o exercício de competências e habilidades gerais: 
a) Atenção à saúde: os profissionais devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde psicológica e psicossocial, tanto em nível individual quanto coletivo, bem como a realizar seus serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética.
b) Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais deve estar fundamentado na capacidade de avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas;
c) Comunicação: os profissionais devem ser acessíveis e devem manter os princípios éticos no uso das informações a eles confiadas, na interação com outros profissionais de saúde e o público em geral.
d) Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais deverão estar aptos a assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem estar da comunidade.
e) Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe de trabalho;
f) Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. e de ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
Quando o CFP fala em competência, refere-se a desempenhos e atuações requeridas do formado em Psicologia, e devem garantir ao profissional um domínio básico de conhecimentos psicológicos e a capacidade de fazer uso deste  em diferentes contextos que exijam a investigação, análise, avaliação, prevenção e atuação em processos psicológicos e psicossociais, e na promoção da qualidade de vida. São elas:
a)  Analisar o campo de atuação profissional e seus desafios contemporâneos.
b) Analisar o contexto em que atua profissionalmente em suas dimensões institucional e organizacional, explicitando a dinâmica das interações entre os seus agentes sociais.
c) Identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, diagnosticar, elaborar projetos, planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da população-alvo.
d) Identificar, definir e formular questões de investigação científica no campo da Psicologia, vinculando-as a decisões metodológicas quanto à escolha, coleta, e análise de dados em projetos de pesquisa.
e) Escolher e utilizar instrumentos e procedimentos de coleta de dados em Psicologia, tendo em vista a sua pertinência.
f) Avaliar problemas humanos de ordem cognitiva, comportamental e afetiva, em diferentes contextos.
g) Realizar diagnóstico e avaliação de processos psicológicos de indivíduos, de grupos e de organizações.
h) Coordenar e manejar processos grupais, considerando as diferenças individuais e sócio-culturais dos seus membros.
i) Atuar inter e multiprofissionalmente, sempre que a compreensão dos processos e fenômenos envolvidos assim o recomendar.
j) Relacionar-se com o outro de modo a propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação profissional.
k) Atuar profissionalmente, em diferentes níveis de ação, de caráter preventivo ou terapêutico, considerando as características das situações e dos problemas específicos com os quais se depara.
l)  Realizar orientação, aconselhamento psicológico e psicoterapia;
m) Elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras comunicações profissionais, inclusive materiais de divulgação.
n)  Apresentar trabalhos e discutir idéias em público.
o) Saber buscar e usar o conhecimento científico necessário à atuação profissional, assim como gerar conhecimento a partir da prática profissional.
 Para atingir tais Competências é necessário desenvolver algumas Habilidades; tais como: 
a) Levantar informação bibliográfica em indexadores, periódicos, livros, manuais técnicos e outras fontes especializadas através de meios convencionais e eletrônicos.
b) Ler e interpretar comunicações científicas e relatórios na área da Psicologia.
c) Utilizar o método experimental, de observação e outros métodos de investigação científica.
d) Planejar e realizar várias formas de entrevistas com diferentes finalidades e em diferentes contextos.
e) Analisar, descrever e interpretar relações entre contextos e processos psicológicos e comportamentais.
f) Descrever, analisar e interpretar manifestações verbais e não verbais como fontes primárias de acesso a estados subjetivos.
g) Utilizar os recursos da matemática, da estatística e da informática para a análise e apresentação de dados e para a preparação das atividades profissionais em Psicologia.
O curso de Psicologia deve também orientar e exigir de seus alunos o desenvolvimento de atividades individuais e grupais que complementem a carga horária do curso, os alunos são responsáveis por envolverem-se nestas atividades  que devem incluir, entre outras: 
a) Aulas, conferências e palestras.
b) Exercícios em laboratórios de Psicologia.
c) Observação e descrição do comportamento em diferentes contextos.
d) Projetos de pesquisa desenvolvidos por docentes do curso.
e) Práticas didáticas na forma de monitorias, demonstrações e exercícios, como parte de disciplinas ou integradas a outras atividades acadêmicas;
f) Consultas supervisionadas em bibliotecas para identificação crítica de fontes relevantes.
g) Aplicação e avaliação de estratégias, técnicas, recursos e instrumentos psicológicos.
h) Visitas documentadas através de relatórios a instituições e locais onde estejam sendo desenvolvidos trabalhos com a participação de profissionais de Psicologia.
i) Projetos de extensão universitária e eventos de divulgação do conhecimento, passíveis de avaliação e aprovados pela instituição.
j) Práticas integrativas voltadas para o desenvolvimento de habilidades e competências em situações de complexidade variada, representativas do efetivo exercício profissional, sob a forma de estágio supervisionado.
Os estágios supervisionados, o que são para que servem?
Segundo as Diretrizes curriculares, Os estágios supervisionados são conjuntos de atividades de formação, programadas e diretamente supervisionadas por docente da instituição formadora e buscam assegurar a consolidação e articulação das competências estabelecidas. Além disso, os estágios visam assegurar o contato do aluno com situações, contextos e diferentes instituições, permitindo que  os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, as  habilidades e atitudes se concretizem em ações profissionais.
O estágio supervisionado básico incluirá o desenvolvimento de práticas integrativas das competências e habilidades previstas na formação do psicólogo
ATENÇÃO:  Todas as atividades de estágio supervisionado devem ser documentadas de modo a permitir a avaliação, segundo parâmetros da instituição, do desenvolvimento das competências e habilidades previstas. A documentação integral é fundamental para a integralização do estágio.
Agora que  cada um de vocês já conhecem as diretrizes, habilidades e competências necessárias para a formação de um psicólogo, façam uma reflexão sobre a sua formação. Você se sente preparado para iniciar um estágio na área de Psicologia da Educação? Se sim  quais as  suas principais habilidades. Se não, o que lhe falta? Como desenvolver as habilidades que lhe faltam? 
 Poste suas respostas, com o nome completo. Ok.